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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Escolha do Modal de Transporte

Uma empresa diariamente necessita atingir de forma rápida, segura e com custo adequado os diversos mercados no seu cenário comercial, visando a sua sustentabilidade e com objetivos de crescimento.

A escolha do modal de transporte de carga a ser utilizado consiste na avaliação que minimizem os custos e mantenham o nível do serviço a ser desenvolvido para o cliente. 

Nesta constante busca que uma organização se aplica em atingir melhores resultados começa-se a pensar em alternativas visando empregar de forma mais adequada à utilização de operações do seu processo logístico como um todo e principalmente em relação ao modo de como seus produtos irão chegar ao seu ponto de destino

Então nos deparamos com a necessidade de tomarmos algumas decisões por vezes complexas em função das possibilidades de combinações que podem ser usadas, onde o exame aprofundado das características e particularidades poderá começar a definir melhor estas alternativas.

Algumas análises são parâmetros fundamentais para aplicação nesse processo decisório onde a localização geográfica das operações é ponto de partida para se criar uma opção ou uma exclusão. 

Dessa forma, começamos a observar a importância da estrutura de transportes em logística juntamente com a infra-estrutura de todo segmento produtivo, afim de que se tenha um crescimento sustentado em bases sólidas, de forma que se possa ser competitivo frente aos principais mercados e concorrentes, como também a importância da adequada utilização dos modais de transporte para melhorar desempenho. 

Observamos os percentuais de ocupação de transportes considerados na matriz de transportes no Brasil definindo os percentuais de utilização dos principais modais: 
  • Rodoviário – 60,49% 
  • Ferroviário – 20,86% 
  • Aquaviário – 13,86% 
  • Dutoviário – 4,46% 
  • Aeroviário – 0,33%
Fonte: AET – 2001/GEIPOT
No Brasil, esta matriz possui distorções consideráveis quanto à capacidade de competição da alternativa de modais de menor custo como o ferroviário, por exemplo, se comparada a outros paises com alta eficiência logística, principalmente devido à infra-estrutura existente e a própria regulamentação das legislações internas.

Estudos vem se realizando por áreas ligadas ao Ministério dos Transportes e muitas operações estão em andamento por conta do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), no sentido de criação dos chamados “Corredores Estratégicos de Desenvolvimento” considerando os principais fluxos de carga no Brasil e a atual infra-estrutura existente, estabelecendo com isso, um conjunto de projetos que visa à melhoria de desempenho do sistema de transportes.

Como resultado destes estudos, se obteve uma previsão significativa de alteração da matriz de transporte para o ano de 2015, caso os projetos sugeridos nestes estudos venham a se concretizar, observando que os esforços neste momento focam principalmente o transporte de commodities.

Dessa forma, o modal de transporte mais viável será aquele que permitir uma entrega na porta do cliente a um custo total menor em um tempo adequado, buscando portanto um melhor equilíbrio na relação preço/serviço. 
O transporte representa o elemento mais importante do custo logístico na maioria das empresas e tem papel fundamental na prestação do Serviço ao Cliente.

Eduardo Cunha
20/05/2015
http://blogdoeduardocunha.blogspot.com.br/






Modalidade de Transporte

Amigos leitores, antes de começarmos a falar sobre Modalidade de Transportes, temos que entender primeiramente o que são modais de transportes e como são utilizados cada modal de transporte, também devemos entender como se realiza cálculos sobre frete, levando em consideração a movimentação de uma mercadoria de seu ponto de origem para seu ponto de destino.

O momento de quantificar o esforço, o valor monetário a ser pago por este transporte, ou seja, nível de produção, chamado momento de transporte, é o total de toneladas-quilômetro executado pelos modais existentes.

Não podemos medir a produção/resultado apenas em toneladas de carga transportada, uma vez que estaremos mascarando os resultados, pois o esforço necessário para deslocar a carga é proporcional à distância e à quantidade movimentada.

Considerando todos os tipos de carga: 

  • Granéis líquidos (petróleo e seus derivados) 
  • Granéis sólidos (minério, carvão, cereais em grãos) 
  • Cargas acondicionadas (caixas, sacarias, etc.) 
  • Produção dos diversos modos no Brasil (transporte interno)

Participação dos diversos modos no Transporte Nacional de Cargas, Modais de Transportes

  • RODOVIÁRIA - 70%
  • FERROVIÁRIA - 15%
  • MARÍTIMA DE CABOTAGEM - 11%
  • DUTOVIÁRIA - 2,5 %
  • HIDROVIÁRIA interior - 1%
  • AÉREA - 0,5
Se aplicássemos uma classificação ABC às modalidades do grupo A seria formado pelo transporte rodoviário (70%), grupo B pelo ferroviário (15%), e o grupo C, pelos demais (15%).

Modal Rodoviário:

O mais expressivo de cargas no Brasil, atinge praticamente todo território nacional. 
Cresceu rapidamente na década de 50 com implantação das indústrias automobilísticas, pavimentações, dominando hoje o transporte no Brasil. 
Rodovias pavimentadas 123 mil quilômetros (aproximadamente) 
Rodovias não pavimentadas 1,3 milhões de quilômetros (aproximadamente) 
Malha rodoviária apresenta muitos trechos deteriorados e necessitando de recuperação, prejudicando assim o transporte, principalmente aumentando o tempo de viagens, encarecendo assim os custos operacionais.

Modal Ferroviário:

Para escoar a produção agrícola, foi implantado no final do século passado cerca de 30 mil km. 
Maioria pelo litoral para o interior;
Aos poucos as fronteiras agrícolas foram se deslocando para regiões mais remotas, a população passou a ocupar novas áreas, assim as ferrovias ao longo dos anos foi deixando de existir. 
Passando a ser utilizada no deslocamento de grandes massas de produtos homogêneos, distâncias relativamente extensas, transportando minérios (de ferro, manganês), carvão mineral, derivados de petróleo, cereais em grão (soja, milho), quando transportados a granel.
Motivo: operações de carga/descarga, despacho, triagem de vagões no pátio, controle de tráfego, conferência de carga, são onerosas para produtos em pequenas quantidades. 
Quando transportado em grandes quantidades, permite também o transporte de alta tonelagem, facilitando assim os trabalhos nos terminais, diluindo assim os custos médio global em distâncias mais longas.

Modal Marítimo de Cabotagem:

No Brasil existe grandes portos marítimos e também portos fluviais, mas infelizmente as operações portuárias deixa muito a desejar, congestionamentos, excessos de burocracia, atrasos nas chegadas e saídas de navios, e ainda greves. 
Embarque e Desembarque no porto com condições adversas de tempo (chuva), o valor cobrado pela estiva, conferentes e etc. será bem maior, devido as paralisações das operações, fazendo assim a carga esperar por mais tempo. 
Caso aguarde um navio que se atrase por exemplo, os custos de armazenagem tendem a subir, flutuando assim os preços de maneira que afasta muitos interessados potenciais. 
Não existe controle no tempo de viagem, por exemplo um embarque via Santos com destino a Belém com escala em vários portos, ocorrerá grandes variações de tempo no total, sendo assim difícil programar as entregas no prazo. 
Utilização: 66% em granéis líquidos, 28% em granéis sólidos e 6 % para os demais
Roll-on e Roll-off: transporte de carretas rodoviárias no navio, utilizando rampas de acesso, reduz tempo, mas prova perdas de espaço últil (sua aplicação é limitada)

Aquaviário:

Tem um escopo limitado, é um serviço em média mais lento do que os ferroviários, , a confiabilidade e disponibilidade do serviço, depende principalmente das condições do tempo. 
Além das commodities em grandes volumes, os transportadores aquaviários, lidam com outros produtos altamente valorizados, essas cargas são transportadas em grandes caixas chamadas contêineres, e utiliza-se navios “porta-contêineres” para reduzir o tempo de manuseio, e facilitar o transbordo intermodal. 
Custos em perdas nesta modalidade são considerados baixos, em comparação a outros modais, reclamações envolvendo transporte de bens de alto valor são bem maiores, é necessário muito cuidado com embalagens a fim de proteger tais bens, especialmente contra os eventuais danos causados por manejo inadequado durantes as operações de carga e descarga.

Aeroviário:

Frete mais elevado, mas tempo de entrega reduzido, gerando assim mercados específicos nesta modalidade. 
Utilizada para mercadorias de alto valor unitário (artigos eletrônicos, relógios, moda, etc.) condição de se pagar frete mais elevado, levando em consideração ao custo do dinheiro (estoque x trânsito) comparando aos riscos envolvidos no transporte terrestre, como roubos, extravios, danos. E os prazos exigidos.
Mercadoria cada vez mais utilizada nesta modalidade: Flores, Frutas Nobres, Medicamentos, etc. Cargas embaladas normalmente em pequenos volumes, e também transporte de malotes, que necessita de prazos mais rápidos em longas distâncias.

Dutoviário:

O leque de serviços e capacidade de transporte nesta modalidade é ainda extremamente limitado, os mais utilizados atualmente são petróleo cru e seus derivados. 
Estudos ocorrem para movimentação de produtos sólidos suspensos em líquidos, uma espécie de pasta fluída, se isso ocorrer no sentido benéfico e mostrarem condições de custos viáveis, este serviço irá atravessar uma grande expansão. 
Já ocorreram experiência com o carvão suspenso em líquidos que não deram resultados, causando assim erosão nos dutos utilizados. 
Movimentação lenta, não passando por três a quatro líbras por hora, em compensação é realizado 24h por dia em 7 dias por semana, o que torna a velocidade efetiva bem maior em comparação aos outros modais. 
Capacidade alta cerca de três milhas/hora em um duto de 12 polegadas de diâmetro, podendo transportar 89 mil galões por hora.

Eduardo Cunha
20/05/2015



Expressões, Termos utilizados em Logística

  • Lead time:

É o tempo de processamento de um pedido, desde o momento que é colocado na empresa até o momento em que o produto é entregue ao cliente. 

Atualmente as empresas trabalham muito para reduzir o lead time e o grande desafio é torná-lo zero. 

O problema é como fazer isso sem aumentar os estoques. Isso se faz com uma produção flexível. É claro que na prática isso é um esforço tremendo, pois uma produção totalmente flexível pode ser um sonho.

  • Trade-off :

Normalmente se refere às concessões que se faz num negócio com o objetivo de torná-lo viável. 

Você abre mão de uma característica ou de uma exigência para ganhar outra. 

A negociação e a conciliação de diferentes interesses exige muita habilidade e o conhecimento preciso sobre as concessões possíveis e seus impactos para seu negócio.

  • Feeling:

Se refere ao sentimento ou intuição. 

No mundo dos negócios as coisas tem acontecido tão rapidamente que em muitas situações não é possível uma decisão racional e objetiva, baseada em fatos ou dados. 

Então a única forma de tormar essa decisão é fazê-lo de forma intuitiva, sentimento. 

O feeling é muito particular de cada pessoa e decisões assim provocam grande incerteza pois nem mesmo quem decidiu pode sempre explicar quais foram os critérios utilizados para a escolha.


Eduardo Cunha
20/05/2015

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Frete

Conforme nosso dicionário da língua portuguesa, Frete significa:

Remuneração devida pelo fretador ou expedidor de mercadorias em consequência do transporte por navio, carro ou qualquer outro veículo. Fazer (um) frete, desempenhar uma incumbência ou fazer entrega de alguma coisa. Frete a pagar, quando o expedidor deixa o pagamento do transporte por conta de quem vai receber o que é transportado.

Em Logística comentamos que Frete é o preço que se paga pelo uso ou pela locação de qualquer tipo de transporte, tanto um caminhão, carro, trem, navio ou avião, que são utilizados nas modalidades (rodoviário, marítimo, ferroviário e aéreo), pertencente a outro, este valor irá depender do tipo de carga, modo que será transportado, do peso, volume da carga e da distância que haverá esse transporte, saindo de um ponto de origem a outro ponto de destino.

Comentamos que afretamento é um contrato mediante o qual o proprietário (fretador) de um meio de transporte, mediante a um preço previamente estipulado (frete), compromete-se a cedê-lo, parcial ou totalmente, a outro (afretador) para o transporte de mercadorias ou de outros objetos e equipamentos.

Portanto é valido reforçar que, O valor depende do produto, como por exemplo: (peso, dimensões, fragilidade, local de origem), o custo do frete leva uma parcela bastante significativa no preço do final do produto.

Em contratos comerciais a contratação e ou pagamento deste frete pode ser de responsabilidade de quem está vendo a mercadoria, ou daquele que está comprado, esse acordo é trato comercialmente em duas categorias:

  • FOB, que do Inglês significa (Free On Board), transporte e seguro por conta do comprador, em português a tradução é "livre a bordo", ou seja, quando o fornecedor se responsabiliza via contrato pela mercadoria até a hora em que ela é entregue, na data e hora, ao entregador escolhido pelo comprador, este valor não faz parte do orçamento do fornecedor e deverá ser calculado pelo comprador de acordo com o serviço de frete que escolheu. (em resumo: o comprador assume todos os riscos e custos

  • CIF, que em Inglês significa (Cost, Insurance and Freight), transporte e seguro por parte do fornecedor, em português a tradução mais correta é "custo, seguro e frete", quando o fornecedor (exportador) se responsabiliza pelo frete e seguro da mercadoria, e cabe a ele fornecer uma guia para que o comprador (importador) possa resgatar o produto perante o entregador. (em resumo: o fornecedor é responsável por todos os custos e riscos)

Então reforço que essas categorias vem de sua dependência nos transportes marítimos, que assim é utilizado em todas as modalidades de transporte logístico, o significado portanto está relacionado com o pagamento de frete no transporte "marítimo" de mercadorias, são utilizadas para distinguir dentre comprador e fornecedor, quem arca com os custos do frete, ou seja, quem suporta os custos e riscos do transporte.

Eduardo Cunha
10/04/2015

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Layout

Amigos leitores, vamos falar agora sobre Layout, um termo muito utilizando dentro da Logística, e também nos meios empresariais, e até mesmo em nossas vidas particulares, quem nunca disse assim para alguém "Estou afim de mudar o Layout de minha sala de visitas"

Layout: palavra de origem inglesa, usada em algumas vezes na forma portuguesa "leiaute" cujo seu significado é plano, arranjo, design, projeto, quando comentamos em arte gráfica o Layout significa um esboço ou rascunho que mostra a estrutura física de uma página de jornal, revista ou até mesmo uma página de internet, como por exemplo esse Blog.

O layout contém elementos com textos, gráficos, imagens e a forma como eles se encontram em determinado espaço, ou seja esse termo podemos aplicar em muitos lugares desde as localizações de uma planta de uma empresa no qual será instalado os maquinários, ou também no desenvolvimento de uma propaganda, "Como será o Layout desta Comunicação"

Layout utilizado na Gestão de Estoques


Quando aplicamos na Logística, principalmente em Gestão de Estoque, queremos coordenar as disposições físicas dos materiais, máquinas e equipamentos e pessoas devem buscar sempre que possível uma adequação correta para o processo produtivo. 

O layout depende de fatores diversos como: espaço disponível, tipos de materiais, número de itens, embalagens, e outros. Com os seguintes objetivos: 
  • Reduzir transporte e movimentação; 
  • Permitir fluxo regular, evitando gargalos; 
  • Utilização eficiente de espaço; 
  • Evitar esforços físicos, (riscos de acidente); 
  • Flexibilidade;
A definição do Layout da área de estoques, poderá apresentar os seguintes benefícios:
  • Redução de estoques;
  • Economia de espaço físico; 
  • Redução do custo de movimentação; 
  • Redução de perdas por estragos ou extravios; 
  • Redução de acidentes de trabalho; 
  • Aumento da eficiência do trabalho;
Um grande erro que ocorre em empresas ao desenvolver o Layout é priorizar a área de produção e deixar em segundo plano o recebimento e estocagem, ficando assim mal dimensionada e abaixo da capacidade, erros como esses geram movimentações desnecessárias, riscos de acidentes e compromete a segurança os materiais estocados. 



A movimentação é necessária, mais que deve sempre ser eliminado ou minimizado.

Aproveitamento do Espaço: utilizando mais espaços verticais 
Organização do Local de Trabalho: Sinalizar e identificar as áreas de armazenagem, e aplicar organização e limpeza
Movimentação de materiais: racionalizar o fluxo interno, posicionar itens pesados próximos a saídas
Proteção patrimonial: vigilância eletrônica. 
Saúde e Segurança do Trabalho: evitar esforços físicos, armazenamento de produtos químicos, uso de equipamentos de proteção individual coletiva 
Itens de estoque com baixa rotação: pontos de estocagem largos e profundos, corredores mais estreitos 
Itens de estoque com alta rotação: pontos de estocagem com baixa altura e profundidade, próximos aos pontos de expedição 
Corredores: larguras de acordo com os equipamentos, corredor principal deve-se permitir duas empilhadeiras em sentido contrário.

Em postagens futuras iremos comentar mais sobre este assunto.

Eduardo Cunha
06/04/2015